sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Acordei com o ventilador de teto girando lentamente enquanto pensava como dar um jeito na minha vida. Claro, não conseguia achar uma resposta, e na realidade nem queria, preferia deixar as coisas assim, me davam menos trabalho. Me levantei, botei uma camisa e uma calça e fui ler um livro, coisa que não fazia a tempos.

"Jamais ponha na frente dos seus interesses aquilo que tu mais desejas". O que? Que merda é essa? Me pergunto quem foi o retardado que escreveu essas baboseiras, pensei enquanto atirava aquele livro estúpido longe. Logo em seguida peguei uma whisky na geladeira e fiquei bebendo entre murmúrios do tipo "Que droga eu estou fazendo..." e "O que está acontecendo comigo?", até que finalmente quebrei a garrafa na parede e peguei uma navalha e fiquei entalhando escritas indecifráveis na cadeira em que estava sentado, até que meu amigo chegou no apartamento e viu tudo bagunçado e começou a gritar: "QUE PORRA TU TÁ FAZENDO CARA?"

Agarrei a navalha em cima da mesa, cravei no seu ombro e chutei sua barriga. "Cala a boca, tu sempre tá me irritando e me cobrando, eu não aguento mais isso." Corri e peguei um revólver da gaveta, engatilhei e falei: "Isso acaba agora". Ouviu-se um estouro, um grito e mais nada. A escuridão havia tomado conta do quarto, e Gustavo jazia morto no chão.

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